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Olá, sou a Sílvia Baptista.

Sou Psicoterapeuta Psicanalítica e Psicanalista (em formação) e dou consultas em Lisboa e online. Encontrei a Psicanálise há vários anos, como paciente. O meu interesse por ela não nasceu de uma reflexão intelectual, mas do modo como me foi, e continua a ser, útil e absolutamente necessária.

Sinto pelo meu trabalho o mesmo que se sente nas relações amorosas e sintónicas: uma paixão viva e um amor sólido. Tenho uma fé inabalável no processo psicanalítico, nos seus efeitos, no modo como expande e enriquece, num processo que vive na relação única entre terapeuta e paciente.

Esta relação com a Psicanálise tem 20 anos. Como em qualquer outra ligação saudável, há espaço para amar e para odiar; para admirar e para desiludir; para acompanhar e para viajar a solo. Já tive várias outras vidas, mas tudo o que fiz profissionalmente até hoje trouxe-me aqui, a este lugar de encontro com o Outro e comigo mesma.






Como eu trabalho

A Psicanálise é um método clínico que procura conhecer os processos dinâmicos da mente, sobretudo o modo como o nosso inconsciente influi no que sentimos, pensamos e agimos, e explora ainda a forma como as relações primordiais da infância se repetem na vida adulta.

A ideia de que a Psicanálise é uma via para curar todas as dores da vida, é qualquer coisa que rejeito. Os pacientes procuram a Psicanálise porque identificam em si um conjunto de sintomas que querem erradicar. Mas, apesar de muitos deles poderem ser metabolizados e transformados, há dores da vida, pequenas tragédias quotidianas que são inerentes a esta condição de estar vivo.

Em consultório, trabalhamos com a criança que existe em cada adulto, com as histórias que cada paciente conta a si mesmo, que não são mais do que relatos protetores das suas angústias e preocupações infantis. Não de forma mágica, como quem tira um coelho da cartola; nem autoritária, infantilizando ainda mais quem nos chega; mas, com calma, sugerindo ao paciente que construa uma rede de ligações emocionais e psíquicas, responsabilizando-o pelo que sente e faz.



O possível e impossível


Não trabalho com pensamentos mágicos, promessas new age e “melhores versões” do ser humano, mas com aquilo que no paciente é passível de ser transformado, não no sentido de uma adaptação ao mundo mas fazendo um caminho de descoberta e construção de um si mesmo que lhe permita aceder ao Desejo, força motriz da vida.

A relação terapêutica


É assim que vejo o meu trabalho: uma conversa rica entre duas pessoas ligadas por uma aliança terapêutica, robusta, transformadora, íntima, onde cabem a alegria e a descoberta, mas também a zanga e a frustração. Nas sessões não se foge de nada, pelo contrário, se há algo a que se resiste, mergulhamos nisso. Na vida.